Friday, April 18, 2008

Ressaltar de uma linguagem para a outra
Encontrar a palavra mais adequada
A frase que se insira na perfeição
É escusada a demora
É preferível o imediato

Aquela janela de tempo não merece consideração
Aqueles breves segundos que se manifestam essenciais constantemente
Retórica de um monstro verbal
Horizonte inalcançavel num vocabulário preparado, nem sempre.
Mas porque é que falar é tão importante?
O discurso não se gasta
A manutenção do mesmo é mais eloquente
Mas contenção? Basta!

Um mundo de honestidade é aquele em que a comunicaçao é algo de tal forma fluído que a seleção, essa mesma referida contenção, é feita pelo ouvinte.

Proponho, a não sei quem, a que autoridade competirá?
Proponho a abolição da dor de cabeça e o esmorecimento do envelhecimento, a inversão da evolução retrógrada que é o amadurecimento, inevitável.

Ou talvez se queira:
Não.
Sim.
Talvez.
Tá bem.
Ás 16h00.
Foi giro.
Então adeus.
Até lá.
Isso.
Baaaaah!!

Sunday, April 13, 2008

Left Lisbon, to grab europe by the crotch,
upon my arrival, it is my own that was rendered grabable.
Nothin particular, no evil fathoms I expected.
Naught but night in search of a place to sleep.

No prejudice as to where
Just a tad of despair
As the mind starts to wonder
And it´s tricks make me ponder.

Can´t afford to be left with nothing
Need at least to maintain my food
But what's mine is mine
Unto others this right
What was given to me must go back whence it came from.

So a cave was my ally, an open door my salvation.
A quiet exit from subtle irritation.
Lights in line
Effervescent as can be,
body's touching,
closer to the beat.

Dancing flirting,
being noticeable.
Our little LA

Polish models dettached from the rest,
little people intimidated by the best.
Fucking conventionally,
waiting thoughtfully,
Considering the move.
Younging celebrations in a restricted time frame, adultdhood is near,
reach for the closest life boat.

Tuesday, March 4, 2008

Manifest from another mind




Always na object of obsession
A girl to set the groove
An ode to get the mood

A protest for lack of retribution
A fist raised against denial
Yet again, the same old trial

Why verse for a she and not an it?
For a cause, for an inanimate being
Writing as a consequence of seeing

An emotion put to paper
A pair of glasses to describe
Hell! Document the vibe!

Banal words in beaten up issues
Philosophies, theories reaching for tissues
Crying to the mirror, emoing it up
Feelings of loneliness? Buying a pup

A solution to all the above
Escape the strains of love
No use breaking a sweat
Don’t think of that girl you met

So I raise the other
And climb a chair
In drama, in fake despair

And I speak of experience
And I talk of estructures
And I advertise natures

Not life with others
Or dates with mothers
Fathers so skeptical

Just a simple thought
Or something I bought
A discussion of what’s unethical

A flower lives but does not speak
A dog barks but does not critique
Don’t distance yourselves
But retstrain yourselves

Don’t run from interaction
But savour the conversation
Remain amongst others
But leave when you’re smothered

Colective is nice
Individual is better
Admire the mice
Climbing the tether

Rock your chair
Read your book
Write your legacy
Wait but don’t look

Settle in given time
Maybe you’ll marry a mime
Follow this parabole
Won’t be read by the whole world

Guess half will abide
The other will not
So the latter will grow tired
And the first will enjoy the lot

Wednesday, January 23, 2008

Um texto para despertar consciências ou a história da Búlgara que me tramou.

Tudo pode acontecer quando os ombros estão desprotegidos. Á medida que avanço sozinho pela tão inesperada 24 de Julho penso na filha que me espera em casa e peso mais uma vez como foi possível acabar a minha vida em tão tenra idade . O suicídio que não é premeditado nem acidental. A simples inconsciência de uma pessoa se deixar levar pelo momento. Mas algum credito tenho de dar a minha pessoa pois a mulher, a rapariga, a menina nos meus olhos praticamente, era um banquete para os olhos e a noite foi como uma ceia depois da guerra. Algo estava reservado para mim, sabia-o mas não estava garantido. Era também sabido pelos outros que se envolviam na minha cabeça, amigos de longa data ou vítimas de conversas de 30 segundos não pedidas e talvez bizarras, que nada me ia deixar permanecer, a permanência existia apenas na deslocação do espaço físico, temporal, profissional. Mas por enquanto estava feliz, naquela altura estudava pouco mais que o suficiente para ser brilhante. Com 17 anos e 3 dias faltavam-me 270 dias escolares para o fim de uma etapa e o início de outra, desta, infindável. Foi com um amigo que decidi ir até ás docas apanhar um bocado de sol e comer bem.

Um livro, era esse o único amigo que podia e queria suportar nesse dia. Tinha ido sair no dia anterior até Santarém, a uma festarola de um senhor amigo qualquer e a noite estava apagada da minha memória, apenas restavam relatos de que tinha mergulhado para dentro de um lago num simbolismo descabido de quem volta para o útero da mãe, o retrocesso do nascimento, disseram-me que estava enrolado em celofane e pude constatar isso mesmo porque juntamente com a rapariga que jamais havia visto com que acordei num fardo de palha estava ainda com pequenas aderências de plástico nas costas. A viagem de carro foi também bastante vaga, dormi e deixaram-me em casa, a minha mãe levou-me as docas e seguiu para a praia de São Pedro do Estoril. Almocei bem e bebi também qualquer coisinha para poder tirar alguma dor de cima da mona. Li bastante na relva e adormeci, não tinha levado nada de valor por isso não estava nem em perigo, nem contactável. Acordei à meia-noite com um sabor empapado e desconfortável na boca. Levantei-me e por acaso tinha uma pastilha no bolso que não devia estar nas melhores condições. Caminhei e atravessei a avenida no túnel que passa por baixo da linha de comboio. Estava já algum frio mas o sobretudo que tinha vestido era senhor para a tarefa. Comecei a fazer a 24 de Julho a pé com a finalidade de apanhar um autocarro na Infante santo, quando faltava pouco para o meu destino vi uma pessoa na berma do passeio. Estava com umas sabrinas de criança, pretas polidas até se ver o reflexo, apertadas que nem uma branca de neve cuidadosa. A saia comprida de um azul eléctrico que vestia parecia um polar, devia aquecer tanto como um “fogão” de uma senhora velhinha, mas não complementava isso no resto do corpo. Abraçava os joelhos flectidos numa tentativa de acalorar os braços descobertos. Tinha um top branco ligeiramente decotado e que seria proibitivo não fosse o tamanho considerável do seu peito. Estava a chorar e alça esquerda parecia remendada mal e porcamente, algo que aparentava ter sido feito recentemente. Sentei-me ao lado dela e estiquei as pernas e cruzei uma sobre a outra. Não disse nada, esperei que ela desse sinais de vida e que se entregasse a uma complacência ainda que forçada. De repente, passados 5 minutos em que até já tinha aberto o livro que não consegui ler por estar demasiado preocupado ela falou:
-Go away! Eu vi finalmente a sua cara que até então estava tapada pelo cabelo preto cerrado. Uns olhos verdes mas claros e que se podiam ser transparecidos com a visão mais apressada. Um nariz perfeitinho, não muito grande, não muito pequeno e os beixos extremamente contraditórios a si mesmos. Pequenos mas cheios, carnudos, imensos. Quando falou detectei um sotaque de leste mas não Russo, não Ukraniano, um país mais florestal ainda. A Hungria, Bulgária ou até mesmo talvez a Republica Checa. Havia uma sofisticação no seu discurso mesmo que só tenha solto duas palavras. Eu tirei o casaco e tentei pô-lo o mais lentamente possível por cima dos seus ombros, como se estivesse a desarmar uma bomba. Ela olhou-me de forma ameaçadora mas eu apenas fiz como se tivesse mudado de fio e redobrei o cuidado. Depois, finalmente, poisei o casaco.
-What´s troubling you? Arrisquei usar a fala e revelar que não era mudo. Ela respondeu:
-What´s it to you?
-Absolutely nothing. But you see, unfortunately I´m too curious of you’re whereabouts. I really must know.
-I’m from Bulgaria.
-I see. What does a girl from Bulgaria do in Portugal to be left crying on the side of the road?
-Well... Allright. I came with a friend. My best friend since forever. Problem is I didn´t know of his intentions for this trip.
-Do you want to call the police? What happened?
-No! God no! It was my fault. I let him kiss me and suddenly he was on top of me. In the car! I tried to get away but i only ripped my top with his insistence. I ran and he left, now i’m here talking to a total stranger.
-Don’t worry. I’m always quite straightforward with my intentions. Where are you staying?
-In a youth pension near rossio.
-Can i walk you?
- Ok sure. Why not?

Então levantámo-nos e a ligação estava feita, o gelo quebrado, a barreira atravessada, a química despoletada. Tudo isso. Já não havia cautela senão no desconforto do que iria dar aquele humilde passeio. Conversámos bastante, sobre tudo. Quando chegamos ao cais de sodré e subimos a rua do alecrim começou a chover e entrámos com um rock pesado. Então deixámos de falar e contemplámo-nos. Ao início timidamente da parte dela e confiantemente da minha, mas depois de algum tempo fizemo-lo de forma acolhedora. Quando me levantei para ir buscar as bebidas já éramos amantes. Não queríamos ficar rodeados de gente então continuámos pela Avenida onde nos conhecemos em direcção e para lá da casa dos bicos. Subimos pela Alfama e chegamos a um miradouro um pouco acima da Sé, para lá do Santiago Alquimista. Aí desenfreou-se, não a paixão, não a devoção, talvez a curiosidade, o aperto definitivamente o conforto. Tirei-lhe o sobretudo e vesti-o, depois com a mão nos bolsos aconcheguei-a e escondi-a perto de mim. Olhei para ela e inclinei a cabeça de forma a que só eu, naquele momento, a pudesse considerar sem olhares alheios. Ela chamou-me, sem sombra de dúvida e beijei-a sem se quer saber o seu nome. Pareceram horas e as lapas em que nos transformámos muito simplesmente não desgrudaram.

O resto foi a minha casa vazia de pais ausentes, arrumar o quarto a pressa, a restrição de movimentos demasiado lascivos ou pelo menos a ausência da sua intenção e a imersão de um corpo noutro. No fim ela chorou e eu desesperei, perguntei qual era o problema mas não havia nenhum. Disse que tinha atingido pela primeira vez a felicidade plena e eu não manifestei a minha concordância acreditando que seria possível talvez um momento que suplantasse este na nossa história. O que se passou a seguir foi um pathos de destruição. A derrocada do clímax para corrosão de um homem. Esteve mais três dias cá em que não me atendeu o telefone e 8 meses depois apareceu com uma criança que sofria de trissomia 21, ficou em minha casa uma semana em que mal nos falámos, os piores 7 dias da minha vida e depois desapareceu deixando a Yordanovshka Salvadorovitch Strafelnikov Mayer com um pai solteiro de 18 anos com 75% de ácido sulfúrico no corpo.

Thursday, January 3, 2008


I pulled a heist.


Can't disclose the details.


But I pulled a fuckin' heist.

Saturday, December 29, 2007

Natal, Natal... Natal

Irrita-me cada vez mais o crescente número de pessoas que têm manifstado uma excelente aversão á quadra natalícia. O que é que há para não se gostar? Qual é o ideal rídiculo que move este não tão exclusivo grupo de panhonhas?
Será que se acham interessantes por rejeitar o período mais ansiado por o resto do globo?
Uma altura em que todos estão receptivos aos defeitos e peculiaridades uns dos outros, em que se faz um esforço para decorar o ambiente a nossa volta e nem é preciso referir a grande vantagem do natal: celebrar o nascimento do menino jesus.
Talvez se possa admitir que se torne por vezes caótica a demanda pelos presentes e a investigação que decorre de forma discreta para se saber os desejos dos nossos familiares ou amigos. Outro mal que chega a Portugal na época de natal são os imigrantes mas eles também acabam por não chatear ninguem por que ficam na deles extasiados com qualquer mudançazinha na sua cidade natal:
-"Olha Esther o metro estendeu-se-me até santa ápólónia! Já biste? Agora podemos ir buscar o anacleto e o venceslau pelo subórbano!"
Mas volto aos pontos positivos, o espírito ainda que muitas vezes forçado que brota do mais profundo ser dos nossos interiores é deveras belo, lindo!

Por isso, deixo aqui um manifesto como gosto muito de fazer, um atentado terrorista aos que fazem escárnio de uma tradição vital para as nossas vidas e importante para as nossas importâncias.

Feliz Natal e um Bom Ano Novo e que o Camionista Glamour, o Médico Pastôr e o Professor Analfabeto vos Acompanhem!